Estudo Arqueolóico em Colorado- PR

16/06/2026

Resultados das Investigações Arqueológicas

Nível III no contexto do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) se refere à fase de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico (PAIPA) para empreendimentos que possam afetar o patrimônio arqueológico. De acordo com as diretrizes estabelecidas pela Instrução Normativa nº 006/2025 , o processo envolveu a elaboração e apresentação de um projeto de avaliação detalhada para determinar os impactos do empreendimento na área de implantação.
No local da área do empreendimento UFV Colorado, não se encontrou vestígios arqueológicos, corroborando para um local com baixo potencial arqueológico na área de instalação do empreendimento.

A investigação arqueológica foi conduzida conforme o modelo preditivo estabelecido, resultando na execução de 39 dos 40 poços-teste previstos, correspondendo a 98% das intervenções em subsuperfície previstas. 

A área analisada apresentou contexto pedológico homogêneo, caracterizado pela predominância de Latossolo Vermelho Distrófico (LVd). Trata-se de uma classe de solo caracterizada por elevada profundidade, avançado grau de intemperismo, intensa homogeneização dos horizontes e reduzida diferenciação estratigráfica. Essas características, associadas aos processos naturais de lixiviação e à contínua ação antrópica sobre o terreno, tendem a limitar a preservação de contextos arqueológicos estratificados e dificultam a identificação de possíveis horizontes culturais preservados.

Informa-se que o alto nível de revolvimento do terreno pelas práticas agropecuárias ao longo das décadas podem ter influenciado para descaracterização de possíveis sítios arqueológicos na ADA/AID da UFV Colorado.

No que respeita às ações de esclarecimento e divulgação e extroversão, afirma-se que foram realizados diálogos explicativos com moradores locais e ajudantes de campo, cujos principais pontos abordados trataram da importância da arqueologia no âmbito da pesquisa de licenciamento ambiental, a legitimidade dos sítios arqueológico como patrimônio cultural do país, protegidos por Lei 3.924/61; e o dever de cada cidadão em preservá-los, vide Constituição Federal, além de informações sobre patrimônios locais, regionais e nacionais.

Afirma-se que essas atividades tiveram efeito multiplicador, uma vez que houve uma troca mútua de absorção de conhecimentos sobre arqueologia, realizou-se a distribuição de panfletos e a divulgação via rede social – Instagram da Totem Consultoria em Arqueologia (@totemarqueologia), numa perspectiva de atingir um público maior, o que se confirma pelo alcance de mais 12.652 pessoas durante o meses de maio e junho em que houve divulgação dos procedimentos de campo.

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